Creating Tablespaces

Ao criar um banco com o Oracle, ele já vai criar por padrão alguns tablespaces. O SYSTEM, SYSAUXS, um temporary tablespace(para objetos temporários) e um undo tablespace(para integridade e etc). Dependendo do template escolhido ele poderá criar ainda mais, como o USERS por exemplo.

Claro, que todos os ambientes de produção terão mais tablespaces do que esses de padrão. É responsabilidade do DBA criar esses tablespaces. Então, vamos ver como criar alguns aqui, tanto por linha de comando como pelo Enterprise Manager. Vejamos logo o caminho mais fácil, o Enterprise Manager, no menu de armazenamento >> tablespace.

Ali é solicitando algumas informações juntamente com o nome do tablespace. Ao clicar em SQL é exibido a instrução de linha de comando para criar o tablespace, que no meu caso foi o seguinte:

CREATE SMALLFILE TABLESPACE "TERCIO_TBS"
 DATAFILE
 SIZE 100M AUTOEXTEND ON NEXT 100M
 LOGGING
 DEFAULT NOCOMPRESS NO INMEMORY
 ONLINE
 EXTENT MANAGEMENT LOCAL AUTOALLOCATE
 SEGMENT SPACE MANAGEMENT AUTO;

Vamos rever o que será cada uma dessas cláusulas.

A primeira antes do nome do tablespace foi a cláusula SMALLFILE, em que é o padrão. Essa opção quer dizer que o tablespace poderá ter vários datafiles, em que cada no máximo é composto por 4 milhões de Oracle Blocks. A outra opção seria BIGFILE, em que o tablespace pode ter apenas um datafile, mas com o tamanho bem maior, de 4 Bilhões de Oracle Blocks. Na prática, se somar o tamanho dos arquivos menores e de apenas um datafile maior, do BIGFILE, o espaço será o mesmo. Então, o tamanho máximo de cada datafile depende do tamanho do Oracle block configurado.

Logo após temos a instrução DATAFILE, opcionalmente logo após eu poderia informar o diretório e o nome do datafile inicial(ou mais de um), mas como esta configurado o OMF(iremos ver isso em outro post), o Oracle já sabe onde criar o datafile e irá gerar um nome randômico com base no nome do tablespace. Então, não foi necessário informar o nome do datafile.

Foi configurado o tamanho inicial do datafile, de 100MB. Ele irá auto estender a cada 100MB, conforme for necessário.

LOGGING informa que as operações DML nos segmentos salvos nesse tablespace irão gerar Redo Log. A outra opção seria NOLOGGING.

Opções DEFAULT: NOCOMPRESS, quer dizer sem compressão dos dados. E NO INMEMORY é que esta desabilitado para todas as tabelas e views materializadas o armazenamento IN MEMORY.

ONLINE, ou seja, disponível para criar novos segmentos e acessar os existentes.

E as duas últimas cláusulas que são bem importantes, mas já são as opções default. Se diz respeito a user bitmaps para rastrear os alocar novos extents e rastrear o uso de cada Oracle block. Esses dois assuntos veremos mais a fundo, mas em outro post, devido a sua complexidade.

As informações dos tablespaces poderá ser vistas em várias views. Como a DBA_TABLESPACES, DBA_DATA_FILES, DBA_FREE_SPACE, DBA_TEMP_FILES. Pode-se encontrar informações de todos os tablespaces, juntamento com os seus datafiles ou tempfiles e seus características.

Claro que existe muitas outras caracteristicas ao criar o tablespace. Uma que talvez seja importante, dependendo do objetivo, mas pouco utilizada é o tamanho do Oracle block, que pode ser diferente do utilizado na hora de criar o banco.

Recomendo a leitura total da documentação, para ver o que cada cláusula faz. Aqui nesse post foi visto os mais utilizados.

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Meu nome é Tércio Costa, sou formado em Ciências da Computação pela UFPB, tenho a certificação Oracle SQL Expert e OCP PL/SQL, mantendo um blog reconhecido pela OTN(oraclepress.wordpress.com), no qual também publico artigos técnicos no portal OTN, no portal http://www.profissionaloracle.com.br/gpo e na revista SQL Magazine. Além de tudo isto sou um Oracle ACE Associate por estar sempre contribuindo para a comunidade com um bom nível de expertise.

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Tércio Costa

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